
- Dólar subiu 1,3% na semana com aumento da aversão ao risco global
- JP Morgan aponta petróleo alto e busca por segurança como fatores de suporte
- Banco vê real estável no curto prazo, mas alerta para risco político em 2026
O dólar registrou alta de 1,3% na última semana, a maior valorização desde novembro de 2024. O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco global após a escalada do conflito envolvendo o Irã.
Diante desse cenário, investidores buscaram ativos considerados mais seguros, o que fortaleceu a moeda americana. Ainda assim, estrategistas do JP Morgan afirmam que a força do dólar pode ser temporária.
Petróleo e risco global sustentam o dólar
Segundo o banco, dois fatores principais sustentam o dólar no curto prazo. Primeiro, a demanda por ativos de refúgio, que costuma crescer durante crises geopolíticas.
Além disso, o petróleo mais caro também favorece os Estados Unidos, que hoje são exportadores líquidos de energia. Enquanto isso, regiões como a Europa sofrem mais com a alta da commodity.
Mesmo assim, o JP Morgan avalia que a magnitude e a duração da alta do dólar permanecem incertas. Um dos principais sinais de reversão seria a normalização do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Real segue estável, mas política preocupa
Em relação ao real, o banco mantém uma visão neutra. Segundo os estrategistas, o diferencial de juros ainda sustenta a moeda brasileira.
Mesmo com possíveis cortes na Selic, as taxas no Brasil continuam entre as mais altas entre os mercados emergentes. Dessa forma, o chamado carry trade ainda favorece a moeda local.
Por outro lado, o JP Morgan alerta para o risco político em 2026. A definição de candidatos da oposição e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a volatilidade do câmbio nos próximos meses.