Potencial indiano

Embraer (EMBJ3) avalia produzir jatos na Índia em 2028 se fechar pedido de 200 aeronaves

Plano envolve o E175-E1 e depende de encomendas firmes; país asiático virou mercado estratégico para a fabricante brasileira.

Embraer
Foto: Divulgação
  • Embraer (EMBJ3) avalia produzir jatos E175 na Índia a partir de 2028
  • Projeto depende de encomendas mínimas de 200 aeronaves
  • Empresa vê potencial de até 1.800 rotas regionais no mercado indiano

A Embraer (EMBJ3) estuda produzir jatos regionais E175-E1 na Índia a partir de 2028. No entanto, a empresa só pretende iniciar o projeto se conseguir encomendas de pelo menos 200 aeronaves.

Segundo o CEO Francisco Gomes Neto, a companhia não pretende iniciar investimentos relevantes sem pedidos garantidos. Caso as encomendas sejam confirmadas até o fim de 2026, a fabricante poderá iniciar entregas em 2028.

Índia entra no radar da Embraer

No início do ano, a Embraer (EMBJ3) assinou um memorando de entendimento com o grupo Adani para estudar uma linha de montagem no país asiático.

Além disso, o governo indiano vem incentivando fabricantes globais a produzirem aeronaves localmente. Esse movimento abriu espaço para novas parcerias industriais no setor.

Segundo a companhia, o mercado indiano oferece grande potencial. A empresa identificou cerca de 1.800 rotas regionais que poderiam operar com o E175-E1, aeronave com capacidade para até 88 passageiros.

Produção pode impulsionar crescimento

A nova fábrica também poderia aumentar o ritmo de produção global da empresa. Ao mesmo tempo, a estrutura ajudaria a sustentar a linha híbrida de produção da Embraer no Brasil.

Com isso, a companhia espera acelerar as entregas de aeronaves comerciais. Nesse sentido, a empresa agora avalia que pode alcançar 100 entregas em um único ano já em 2027, um ano antes do planejado.

Além da aviação comercial, a Embraer (EMBJ3) também busca oportunidades na Índia para o cargueiro militar C-390, considerado um mercado estratégico para a divisão de defesa.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.