
- Ouro caiu 1,07% e fechou a US$ 5.103,7 por onça-troy na Comex
- Alta do petróleo elevou temores de inflação e expectativa de juros altos nos EUA
- Interrupções logísticas em Dubai pressionaram o mercado do metal
O ouro fechou em queda nesta segunda-feira (9), pressionado pelo impacto do conflito no Oriente Médio e pela disparada recente dos preços do petróleo. O movimento aumentou o temor de inflação global e reforçou a expectativa de uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para abril caiu 1,07%, para US$ 5.103,7 por onça-troy, enquanto a prata avançou 0,29%, a US$ 84,52.
Guerra e petróleo mudam apostas sobre juros
A escalada das tensões no Oriente Médio impulsionou o preço do petróleo e ampliou os riscos inflacionários globais.
Nesse cenário, investidores passaram a considerar que o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo, o que pressiona o ouro, já que o metal não gera rendimento como títulos ou aplicações financeiras.
Além disso, analistas destacam que conflitos geopolíticos frequentemente influenciam a política monetária ao alterar expectativas sobre inflação e crescimento econômico.
Problemas logísticos também pressionam o metal
Outro fator que afetou o mercado foi a interrupção de embarques de ouro em Dubai, um dos principais centros globais de negociação do metal.
Com cargas retidas e gargalos logísticos provocados pelo conflito, alguns negociadores precisaram vender o metal com grandes descontos para liquidar estoques, o que ampliou a pressão sobre os preços.
Mesmo assim, o ouro segue amplamente presente nas carteiras institucionais e continua sendo visto como ativo relevante em momentos de incerteza global.