Avaliando medidas

Petróleo: medidas para derrubar preços podem falhar, alerta JP Morgan

Liberação de reservas e ações dos EUA podem aliviar o mercado, mas Estreito de Ormuz segue como fator decisivo.

Petróleo, petroleiras
Foto de Kokhanchikov
  • G7 discute liberar até 400 milhões de barris de reservas estratégicas
  • JP Morgan vê impacto limitado das medidas no curto prazo
  • Estreito de Ormuz segue como principal risco para o petróleo

Os preços do petróleo chegaram a cair abaixo de US$ 90 após discussões entre países do G7 sobre liberar estoques estratégicos para conter a disparada da commodity.

Além disso, o governo dos Estados Unidos avalia medidas para reduzir os preços, incluindo restrições às exportações e intervenções no mercado energético.

Liberação de reservas teria efeito limitado

O JP Morgan estima que uma liberação coordenada de 300 a 400 milhões de barris das reservas estratégicas possa aliviar parcialmente o mercado.

No entanto, o banco calcula que a oferta adicional chegaria a cerca de 1,2 milhão de barris por dia, volume insuficiente para compensar possíveis perdas globais.

Assim, o impacto da medida tende a ser temporário caso o choque de oferta persista.

Geopolítica continua sendo fator decisivo

Analistas afirmam que o principal risco permanece no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo global.

Se o fluxo de navios continuar ameaçado, o mercado pode enfrentar perdas de até 12 milhões de barris por dia nas próximas semanas.

Dessa forma, mesmo medidas econômicas e regulatórias terão impacto limitado enquanto a crise geopolítica continuar.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.