Forte volatilidade

Petróleo cai forte mesmo acima de US$ 100 com tensão no Oriente Médio

Mercado monitora conflito com Irã e negociações para reabrir o Estreito de Ormuz.

Petróleo, petroleiras
Foto de Kokhanchikov
  • WTI cai 5,28% e fecha a US$ 93,50 por barril
  • Brent recua 2,84% e encerra a US$ 100,21
  • Mercado acompanha conflito no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (16) após um dia de forte volatilidade nos mercados globais.

Os investidores acompanharam os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e as discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

WTI cai mais de 5% na sessão

O WTI para abril, negociado na Nymex, caiu 5,28%, ou US$ 5,21, e encerrou o dia a US$ 93,50 por barril.

Já o Brent para maio, referência global negociada na ICE de Londres, recuou 2,84%, ou US$ 2,93, fechando a US$ 100,21 por barril.

Pela manhã, os contratos chegaram a subir, mas a pressão vendedora aumentou ao longo da tarde.

Conflito no Oriente Médio segue no radar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que espera novas ofensivas contra o Irã e voltou a defender esforços internacionais para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.

Segundo ele, os preços do petróleo podem cair rapidamente após o fim do conflito.

Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o país segue bem abastecido de petróleo, o que ajuda a reduzir temores imediatos de escassez.

Mercado ainda precifica riscos para o petróleo

Apesar da queda desta sessão, analistas afirmam que o mercado segue precificando riscos de prolongamento do conflito.

A S&P Global revisou para cima suas projeções e elevou em US$ 15 por barril as estimativas de preços para WTI e Brent ao longo de 2026.

Já a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que países membros podem liberar mais petróleo no mercado caso seja necessário estabilizar a oferta global.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.