
- Ouro cai mesmo com tensão no Oriente Médio.
- Investidores vendem ativo por liquidez e realização de lucros.
- Bancos centrais ainda sustentam demanda no longo prazo.
O ouro voltou a cair nesta terça-feira e estendeu as perdas após forte queda recente, mesmo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O movimento surpreende, já que o ativo costuma atuar como proteção em momentos de risco.
Além disso, o contrato para abril fechou a US$ 4.402 por onça-troy, com leve recuo, enquanto investidores monitoram tensões entre EUA e Irã e decisões de bancos centrais.
Liquidez pesa mais que proteção
Apesar do cenário geopolítico, o mercado vende ouro por um motivo central: liquidez.
Investidores realizam lucros no ativo, que ainda acumula ganhos relevantes, para ajustar posições diante da volatilidade global.
Assim, o ouro perde força no curto prazo, mesmo com aumento das incertezas.
Bancos centrais seguem no radar
A demanda institucional continua sendo um ponto de suporte para o metal.
Segundo o Conselho Mundial do Ouro, bancos centrais devem seguir comprando, reforçando o papel do ativo como reserva.
Além disso, países como a Turquia estudam usar reservas de ouro para conter a volatilidade cambial.
Juros e macro pressionam preços
O cenário de juros globais elevados e incerteza sobre inflação também impacta o ouro.
Com isso, investidores reavaliam ativos e priorizam estratégias mais líquidas.
Dessa forma, o metal enfrenta pressão mesmo em um ambiente de risco elevado.