
- Copasa (CSMG3) pode subir 11% com avanço da privatização.
- Processo depende de contrato com Belo Horizonte.
- Fracasso pode derrubar ação para perto de R$ 39.
A Copasa (CSMG3) voltou ao radar após o Bradesco BBI elevar o preço-alvo das ações de R$ 56 para R$ 61, indicando potencial de alta de 11,6%.
Além disso, o principal gatilho segue sendo a possível privatização da estatal, prevista para avançar nos próximos meses.
Privatização é o fator-chave
O banco estima probabilidade acima de 50% para a desestatização, considerada essencial para o ajuste fiscal de Minas Gerais.
O avanço depende da assinatura do contrato com Belo Horizonte, responsável por cerca de 30% da receita da companhia.
Assim, qualquer progresso nesse processo tende a impactar diretamente as ações.
Mercado ainda mantém cautela
Apesar do potencial de alta, o BBI manteve recomendação neutra, indicando que parte do cenário já aparece nos preços.
Além disso, os papéis negociam com múltiplos elevados e retorno implícito próximo de 10,5%, o que limita upside adicional.
Dessa forma, o mercado exige confirmação dos próximos passos.
Risco de queda é relevante
Em caso de frustração da privatização, o banco projeta que o preço pode cair para cerca de R$ 39.
Esse cenário refletiria menor eficiência, investimentos mais lentos e aumento do custo de capital.
Assim, o ativo apresenta assimetria elevada, com ganhos e perdas relevantes no radar.