Refúgio global

Ouro dispara com trégua no Irã, mas ainda carrega queda pesada de 16%

Metal reage ao alívio no petróleo e inflação, enquanto investidores ainda medem impacto global da guerra.

Ouro dispara com trégua no Irã, mas ainda carrega queda pesada de 16%
  • Ouro sobe mais de 3% com alívio no petróleo e inflação.
  • Metal ainda está cerca de 16% abaixo do pico histórico.
  • Demanda de bancos centrais sustenta preços mesmo com pressão dos juros.

O ouro voltou a subir forte no mercado internacional e chamou atenção dos investidores. O movimento veio após sinais de trégua entre EUA e Irã, que reduziram o risco inflacionário global.

Ainda assim, mesmo com a alta recente, o metal segue distante do topo histórico e acumula uma queda relevante desde o pico registrado no início do ano.

Alta do ouro vem com alívio no petróleo

O ouro fechou com valorização de 3,41%, cotado a US$ 4.552,3 por onça-troy.

O avanço ocorreu após a forte queda do petróleo, que reduziu as expectativas de inflação global.

Com isso, o mercado passou a precificar menor pressão sobre juros.

Esse cenário tende a favorecer ativos como o ouro.

Metal ainda está longe do topo histórico

Apesar da recuperação, o ouro segue cerca de 16% abaixo do pico histórico.

Em janeiro, o metal chegou a US$ 5.416,42, impulsionado pelo auge das tensões globais.

Desde então, a combinação de juros elevados e volatilidade pressionou os preços.

Assim, a alta atual ainda não reverte totalmente as perdas.

Juros e ETFs seguem pressionando o ativo

O aumento das expectativas de juros continua sendo um fator negativo para o ouro.

Isso ocorre porque o metal não oferece rendimento, perdendo atratividade frente à renda fixa.

Além disso, houve saída de recursos de ETFs ligados ao ouro.

Esse movimento reduz a demanda financeira pelo ativo.

Bancos centrais ainda sustentam demanda

Mesmo com a pressão, há um suporte importante para os preços.

Bancos centrais seguem comprando ouro para diversificar reservas.

Esse fluxo ajuda a limitar quedas mais acentuadas.

Além disso, a incerteza geopolítica continua no radar.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.