
- Arbitragem em DESK3 pode gerar retorno de até 22%.
- Ganho depende do prazo e aprovação regulatória.
- Risco de queda existe caso operação não avance.
A compra da Desktop (DESK3) pela Claro abriu uma janela de arbitragem que chamou atenção do mercado. Segundo a XP, o retorno pode chegar a até 22%, dependendo da conclusão do negócio.
Além disso, o movimento reacende o interesse por operações de M&A na bolsa, onde investidores buscam ganhos com diferença entre preço atual e valor da oferta.
Arbitragem pode render acima da Selic
A Claro ofereceu R$ 20,82 por ação, enquanto o papel ainda negocia abaixo desse nível.
Com isso, surge a oportunidade de capturar a diferença até o fechamento da operação.
Segundo a XP, o retorno pode equivaler a cerca de 1,6x o CDI, tornando a operação bastante atrativa.
Além disso, em um cenário de fechamento em até 12 meses, o preço ajustado pode chegar a R$ 21,7 por ação.
Mercado já reagiu, mas ainda há espaço
Após o anúncio, as ações da Desktop (DESK3) subiram mais de 23%.
Mesmo assim, ainda negociam com desconto relevante em relação ao preço da oferta.
Esse gap sustenta a tese de arbitragem no curto prazo.
Além disso, a tendência é que o papel se aproxime gradualmente do valor da transação.
Riscos estão no radar do investidor
O principal risco envolve a aprovação regulatória.
A operação depende do aval do CADE e da Anatel, o que pode atrasar o fechamento.
Além disso, o tempo até a conclusão impacta diretamente o retorno final.
Quanto mais demorado o processo, menor tende a ser o ganho anualizado.
Cenário negativo pode derrubar ação
Se a transação não for aprovada, o papel pode voltar a negociar pelos fundamentos.
Nesse caso, haveria uma reprecificação negativa relevante.
Além disso, fatores como menor geração de caixa também podem reduzir o valor final.
Por isso, a operação exige atenção ao risco, apesar do potencial de ganho.