
- Prio (PRIO3) perde recomendação após alta de 85% em três meses
- Petrobras (PETR4) ganha força com petróleo elevado e maior geração de caixa
- Morgan projeta Brent a US$ 90 em 2026 e revisa setor para cima
A forte valorização recente da PRIO (PRIO3) mudou a leitura do mercado. Após subir cerca de 85% em três meses, o banco Morgan Stanley decidiu reduzir sua recomendação para o papel.
Mesmo assim, o preço-alvo foi elevado. Portanto, o movimento indica que os fundamentos seguem sólidos, mas o potencial de alta ficou mais limitado no curto prazo.
PRIO3 já precificou cenário positivo
A PRIO (PRIO3) foi rebaixada de overweight para equalweight. Ainda assim, o preço-alvo subiu de R$ 58,50 para R$ 68, refletindo ganhos operacionais recentes.
No entanto, o banco avalia que a ação já incorporou fatores importantes. Entre eles, estão o avanço do campo de Wahoo e a expectativa de maior retorno ao acionista.
Assim, o espaço para novas altas ficou menor. Por isso, o foco agora migra para empresas com maior assimetria de valorização.
Petrobras (PETR4) aparece como principal aposta
O Morgan Stanley destaca a Petrobras (PETR4) como a melhor alternativa no cenário atual. A estatal possui uma posição exportadora relevante, próxima de 1 milhão de barris por dia.
Além disso, o petróleo elevado deve ampliar a geração de caixa. Esse movimento pode impulsionar redução de dívida e novos investimentos com alto retorno.
Nesse contexto, o banco vê espaço até para dividendos extraordinários até 2027. Portanto, a Petrobras ganha protagonismo frente aos pares.
Petróleo alto sustenta revisão positiva do setor
O banco revisou suas projeções para o Brent. Agora, espera preços médios de US$ 90 em 2026, US$ 80 em 2027 e US$ 75 em 2028.
Além disso, a estimativa é de crescimento de até 23% no Ebitda das petroleiras da América Latina nos próximos anos.
Por outro lado, empresas com hedge, como Brava (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3), tendem a capturar menos essa alta. Isso reduz o apelo dessas companhias no cenário atual.