
- Bitcoin sobe e pode fechar março no positivo pela primeira vez desde setembro
- Saídas de ETFs e redução de risco pressionam o ativo
- Cenário macro e guerra limitam recuperação mais forte
O Bitcoin (BTC) iniciou a última semana de março em alta. O ativo reagiu após a queda recente e voltou a operar próximo dos US$ 67 mil.
Além disso, a recuperação pode garantir o primeiro mês positivo desde setembro. Mesmo assim, o cenário segue instável e limita ganhos mais consistentes.
Alta recente não muda cenário de pressão
O Bitcoin avançou cerca de 1% nas últimas 24 horas, com mínima próxima de US$ 65 mil. No acumulado de 30 dias, a valorização gira em torno de 5%.
Além disso, investidores de longo prazo voltaram às compras. Esse movimento reforça um padrão que costuma anteceder ciclos de alta.
Por outro lado, o fluxo institucional enfraqueceu. Os ETFs registraram saída de US$ 225,5 milhões, encerrando uma sequência positiva.
Mercado dividido e sem tendência clara
O ativo ainda enfrenta resistência importante na faixa dos US$ 72 mil. A recente rejeição nesse nível aumentou a volatilidade.
Além disso, parte das altas recentes veio de liquidação de posições vendidas. Ou seja, o movimento não refletiu uma demanda consistente.
Assim, o mercado segue dividido. Investidores reduziram risco e passaram a adotar postura mais cautelosa.
Macro e guerra seguem como principais riscos
O cenário global continua pressionando o Bitcoin. Juros elevados e incertezas geopolíticas limitam o apetite por risco.
Além disso, o ativo ainda não se firmou como proteção em momentos de estresse. Em vez disso, acompanha o comportamento de ativos de risco.
Portanto, o curto prazo segue travado. O sentimento permanece fraco, com indicadores apontando medo elevado no mercado.