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HAPV3 entra na mira: banco vê cenário piorando e corta preço-alvo com alerta pesado

Morgan Stanley reduz projeção e aponta pressão estrutural crescente, com risco de resultados negativos ao longo de 2026.

Hapvida 1
Hapvida 1
  • HAPV3 teve preço-alvo cortado de R$ 16 para R$ 10
  • Perda de clientes e alta de custos indicam problema estrutural
  • Banco vê risco de lucro próximo de zero ou negativo em 2026

A Hapvida (HAPV3) voltou ao radar negativo dos analistas. O Morgan Stanley cortou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 10 e manteve recomendação neutra.

Além disso, o banco elevou o tom de preocupação. Segundo a análise, os problemas deixaram de ser pontuais e passaram a indicar um quadro estrutural mais delicado.

Resultado fraco expõe problema mais profundo

O quarto trimestre de 2025 veio abaixo do esperado. A Hapvida (HAPV3) perdeu 140 mil beneficiários, com destaque negativo para o Sudeste.

Além disso, a sinistralidade subiu para 75,5%, mesmo com um período sazonalmente favorável. Esse movimento indica pressão persistente nos custos.

Assim, o banco entende que a companhia enfrenta um problema de competitividade. Principalmente em regiões-chave, onde a disputa com concorrentes se intensificou.

Caixa piora e acende novo sinal de alerta

Outro ponto crítico foi a geração de caixa. O fluxo livre caiu para um dos níveis mais baixos dos últimos anos.

Além disso, as provisões judiciais continuam elevadas. Isso mantém a pressão sobre o balanço e reduz a previsibilidade dos resultados.

Portanto, o cenário deixou de impactar apenas o lucro. Agora, atinge também a estrutura financeira da empresa.

2026 pode trazer resultado negativo

O Morgan Stanley vê um cenário ainda mais desafiador à frente. A combinação de custos elevados e sazonalidade negativa deve pressionar os próximos trimestres.

Além disso, o inverno tende a aumentar a utilização dos serviços de saúde. Isso pode levar o lucro para próximo de zero ou até prejuízo.

Por outro lado, a concorrência segue avançando. A Amil ganha participação enquanto melhora seus próprios resultados, o que aumenta a pressão sobre a Hapvida.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.