
- Vale (VALE3) projeta metais básicos com até 35% do Ebitda
- Produção de cobre pode quase dobrar até 2035
- Divisão deve gerar até US$ 1,9 bi de caixa em 2026
A Vale (VALE3) reforçou ao mercado uma mudança estrutural relevante: a unidade de metais básicos pode responder por até 35% do Ebitda consolidado a partir de 2035.
Atualmente, a divisão tem peso menor, mas já mostra crescimento acelerado. A expectativa é sair de cerca de 22% em 2025 para até 35%, consolidando o segmento como um dos principais motores da companhia.
Metais básicos ganham protagonismo na Vale
Segundo a empresa, a divisão representava apenas 10% do Ebitda em 2024, mas deve alcançar cerca de 26% já em 2026.
Além disso, o crescimento está baseado em premissas de longo prazo para cobre, níquel e ouro, alinhadas às expectativas de mercado.
Com isso, a Vale aposta na diversificação para reduzir a dependência do minério de ferro.
Produção e geração de caixa devem acelerar
A companhia também projeta forte expansão operacional. A produção de cobre deve saltar de 382 mil toneladas em 2025 para cerca de 700 mil toneladas em 2035.
Além disso, o fluxo de caixa livre da divisão pode ficar entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão em 2026, reforçando a geração de valor.
No caso do níquel, a produção deve crescer para até 250 mil toneladas até 2030, acompanhando a demanda global.