Tensão global

Petróleo pode explodir a US$ 200 e mercado entra em alerta máximo com guerra no Irã

Conflito no Oriente Médio já trava fluxo global de energia e acende risco histórico para inflação e economia mundial.

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  • Petróleo pode atingir US$ 200 com guerra prolongada no Irã
  • Fechamento do Estreito de Ormuz ameaça oferta global de energia
  • Mercado global pode enfrentar inflação e desaceleração econômica

O petróleo Brent já dispara e pode atingir US$ 200 por barril caso a guerra com o Irã se estenda até junho, segundo o Macquarie Group. O cenário extremo envolve o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global de energia.

Atualmente, o Brent gira perto de US$ 115, após tocar US$ 119,50, mas o mercado já precifica riscos elevados. O avanço do conflito entre EUA, Israel e Irã pressiona os preços e eleva a volatilidade global.

Choque de oferta pode levar petróleo a níveis históricos

O banco vê cerca de 40% de chance de o conflito avançar pelo segundo trimestre, o que poderia levar os preços a níveis recordes reais. Nesse cenário, o fechamento do Estreito de Ormuz reduziria drasticamente a oferta global.

Além disso, a interrupção afeta diretamente um fluxo diário de cerca de 20 milhões de barris, entre petróleo bruto e derivados. Isso representa uma fatia relevante do consumo mundial de energia.

Com isso, os analistas alertam que os preços precisariam subir o suficiente para destruir demanda global, algo raro e extremamente agressivo para a economia.

Mercado aposta em resolução rápida, mas risco segue elevado

Por outro lado, o Macquarie aponta 60% de probabilidade de o conflito terminar ainda neste mês, o que limitaria a escalada dos preços. Mesmo assim, o cenário segue altamente incerto.

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou possíveis ataques ao Irã, estendendo o prazo para decisões militares até abril. O gesto trouxe algum alívio momentâneo ao mercado.

Ainda assim, qualquer atraso na reabertura do estreito ou danos à infraestrutura energética pode manter o petróleo elevado por mais tempo, pressionando inflação e juros globalmente.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.