
- FIIs de papel pagam até 20% ao ano em dividendos
- Retornos seguem altos com juros elevados
- Descontos podem indicar oportunidade, mas aumentam risco
Os fundos imobiliários (FIIs) voltaram ao radar dos investidores ao entregarem dividendos de até 20% ao ano, mesmo com o início do ciclo de queda da Selic.
Segundo levantamento da gestora Éxes, os FIIs de recebíveis seguem com forte geração de renda, impulsionados por ativos atrelados ao CDI e à inflação.
Dividendos elevados seguem sustentados pelos juros
Os FIIs de “papel” investem principalmente em CRIs, o que garante fluxo recorrente de juros aos cotistas.
Além disso, o cenário de juros ainda elevados mantém os rendimentos atrativos no curto prazo.
Com isso, vários fundos seguem entregando retornos acima de 16% ao ano.
Ranking dos FIIs com maiores dividendos
Entre os destaques, aparecem:
- Cartesia Recebíveis (CACR11) — 19,85% ao ano
- Devant Recebíveis (DEVA11) — 19,11%
- Kilima Volkano (KIVO11) — 17,87%
- Versalhes Recebíveis (VSLH11) — 17,56%
- CRI Integral (IBCR11) — 17,40%
- Hectare CE (HCTR11) — 17,12%
- Éxes (EXES11) — 16,85%
- Zavit (ZAVC11) — 16,78%
- Life Capital (LIFE11) — 16,22%
- Alianza (ALZC11) — 16,13%
Além disso, os dividendos mensais seguem elevados, variando entre 1,1% e 1,5% ao mês.
Descontos podem indicar oportunidade e risco
Outro ponto relevante é o nível de desconto no mercado.
Fundos como HCTR11 e VSLH11 negociam com forte desconto, perto de 0,20x o valor patrimonial.
Por outro lado, FIIs como EXES11 e ZAVC11 operam mais próximos do valor justo.
Assim, descontos podem indicar oportunidade, mas também maior risco de crédito.
Cenário de juros e guerra influenciam retornos
A trajetória da Selic segue incerta, o que impacta diretamente os FIIs.
Além disso, a guerra no Oriente Médio pressiona o petróleo e pode afetar a inflação global.
Com isso, os fundos de papel tendem a manter rendimentos elevados, mas exigem mais atenção à qualidade dos ativos.