
- Pobreza na Argentina caiu para 28,2%, menor nível desde 2018
- Inflação despencou e peso argentino voltou ao radar de investidores
- Apesar da melhora, economia ainda pressiona renda e consumo da população
A Argentina voltou ao centro do debate global após dados mostrarem uma queda expressiva da pobreza sob o governo de Javier Milei. O índice recuou para 28,2% da população, o menor nível desde 2018, segundo dados oficiais.
Ao mesmo tempo, o mercado internacional voltou a olhar para o país com mais atenção, diante da queda da inflação, melhora de indicadores e maior estabilidade do peso argentino, que passou de “lanterna” a ativo observado por investidores.
Pobreza despenca após choque inicial
A trajetória não foi linear. Logo no início do governo, a pobreza chegou a ultrapassar 50% da população, após medidas de choque econômico e desvalorização cambial.
No entanto, ao longo de 2025, o cenário mudou. A taxa caiu quase 10 pontos percentuais em um ano, consolidando a maior redução recente e atingindo o menor nível em sete anos.
Além disso, a extrema pobreza também recuou, ficando em 6,3% da população, reforçando a leitura de melhora nos indicadores sociais — ainda que em patamar elevado.
Peso argentino e inflação mudam percepção do mercado
Enquanto isso, o ambiente macroeconômico começou a dar sinais de estabilização. A inflação caiu drasticamente, saindo de níveis superiores a 100% para patamares muito menores em 2025, o que ajudou a recuperar a confiança.
Com isso, o peso argentino deixou de ser apenas símbolo de crise e passou a intrigar investidores, que voltaram a monitorar o país como possível oportunidade, diante de ajustes fiscais e abertura econômica.
Além disso, indicadores como risco-país e fluxo externo também melhoraram, refletindo maior credibilidade nas políticas adotadas — mesmo com volatilidade ainda presente.
Nem tudo é positivo: economia ainda pressiona população
Apesar da melhora nos dados, a realidade da população ainda mostra desafios. O ajuste econômico trouxe queda no consumo, perda de renda e fechamento de empresas em alguns setores.
Além disso, relatos indicam aumento da vulnerabilidade social em regiões específicas e pressão sobre o mercado de trabalho, o que pode limitar a continuidade da queda da pobreza.
Ou seja, embora os números indiquem avanço relevante, o cenário ainda é frágil e depende da continuidade da estabilização econômica nos próximos trimestres.