
- Governo avalia zerar PIS/Cofins sobre querosene de aviação (QAV)
- Passagens podem subir até 20% sem intervenção
- Pacote inclui crédito de até R$ 400 milhões por aérea
O governo federal estuda zerar os impostos sobre o querosene de aviação (QAV) para conter a disparada das passagens aéreas. A medida surge após a forte alta do combustível, principal custo das companhias do setor.
Além disso, o plano ganhou urgência depois que a Petrobras (PETR3; PETR4) elevou em mais de 50% o preço médio do QAV. O movimento acompanha a valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio.
Pacote tenta segurar alta das passagens
O governo também discute criar uma linha de crédito com recursos do Tesouro. A proposta permitiria que cada companhia aérea acesse até R$ 400 milhões.
Além disso, o plano inclui o adiamento de tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea. Essas taxas representam parte relevante dos custos operacionais do setor.
Com isso, a equipe econômica tenta reduzir a pressão imediata sobre as empresas. O objetivo é evitar repasses mais agressivos ao consumidor.
Combustível dispara e pressiona setor
O preço do QAV subiu junto com o petróleo, impulsionado pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Esse cenário elevou o custo das companhias aéreas.
Segundo especialistas, sem medidas, as passagens podem subir até 20%. Sendo assim, esse impacto tende a afetar diretamente a demanda por voos.
Dessa forma, o governo busca uma solução rápida. Então, o mercado agora acompanha a decisão final sobre o pacote.