
- Dividend yield chegou a 17,87% no trimestre
- Empresas como Moura Dubeux e PetzCobasi lideram ranking
- BB Seguridade, Petrobras e Copel seguem como apostas para renda
Mesmo com o debate sobre tributação de dividendos, o 1T26 surpreendeu investidores com pagamentos elevados. O cenário combinou resiliência operacional, antecipação de proventos e efeitos do ciclo econômico.
Além disso, um levantamento mostrou que diversas empresas entregaram retornos expressivos. Em alguns casos, o dividend yield superou dois dígitos, reforçando o interesse por renda passiva.
Quem lidera os dividendos em 2026
A líder do ranking foi a Moura Dubeux (MDNE3), com 17,87% de dividend yield no trimestre e pagamento de R$ 4,16 por ação. O resultado reflete forte geração de caixa recente.
Na sequência aparece a União Pet (AUAU3), com retorno de 16,38%. O movimento foi impulsionado pela reorganização societária após a fusão.
Além disso, a PetroRecôncavo (RECV3) se destacou com yield de 9,05%, beneficiada pelo cenário positivo do petróleo e menor necessidade de investimentos no curto prazo.
Quem pode sustentar dividendos elevados
Entre os nomes mais consistentes, analistas destacam a BB Seguridade (BBSE3), com histórico sólido de distribuição e payout elevado. A empresa segue como referência em renda.
Além disso, a Copel (CPLE3) ganhou previsibilidade após privatização, enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) se beneficia de preços elevados do petróleo e forte geração de caixa.
Dessa forma, essas três companhias aparecem como as principais candidatas a manter pagamentos robustos nos próximos 12 meses.
Outras ações no radar de dividendos
Além dos líderes, outras empresas também aparecem como boas pagadoras:
- Armac (ARML3)
- Allos (ALOS3)
- B3 (B3SA3)
- Caixa Seguridade (CXSE3)
- Santander (SANB11)
- Isa Energia (ISAE4)
- Cemig (CMIG4)
- Lojas Renner (LREN3)
- Banrisul (BRSR6)
Além disso, analistas citam nomes como Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e Telefônica (VIVT3) como potenciais destaques.
O que explica os dividendos elevados
O principal fator foi a combinação de juros elevados com forte geração de caixa em alguns setores. Empresas aproveitaram o momento para distribuir lucros acumulados.
Além disso, a antecipação de dividendos no fim de 2025, antes de mudanças tributárias, também impulsionou os números do início de 2026.
Com isso, o mercado viu uma janela de remuneração acima da média, embora nem todos os casos sejam sustentáveis no longo prazo.