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Dividendos ou crescimento? Estudo revela o que realmente dá mais retorno ao investidor

Pesquisa mostra que estratégia muda totalmente entre curto e longo prazo.

Brasil bate recorde na criacao de empresas em 2020 alta de 27
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  • Dividendos aumentam retorno no curto prazo
  • Investimentos produtivos geram mais valor no longo prazo
  • WEG (WEGE3) e Marcopolo (POMO3; POMO4) são exemplos de crescimento

Um estudo com 145 empresas brasileiras revelou uma mudança importante na lógica de retorno ao acionista. No curto prazo, companhias que distribuem mais dividendos tendem a entregar melhores resultados.

Além disso, no longo prazo, o cenário se inverte completamente. Empresas que priorizam investimentos produtivos conseguem gerar mais valor para o investidor ao longo dos anos.

Dividendos funcionam no curto prazo

A análise mostra que, em um intervalo de um ano, empresas que distribuem mais lucros aumentam o retorno ao acionista. Cada ponto percentual adicional em dividendos pode elevar o retorno em até 2,7 pontos.

Além disso, esse comportamento reflete a preferência do mercado por liquidez imediata. Investidores tendem a valorizar pagamentos rápidos.

Com isso, empresas focadas em dividendos se destacam no curto prazo. Exemplos incluem Cemig (CMIG4) e Odontoprev (ODPV3).

Investimentos vencem no longo prazo

No horizonte de cinco anos, o estudo mostra o efeito contrário. Empresas que investem mais aumentam o retorno acumulado ao acionista.

Cada ponto percentual em investimentos produtivos pode elevar o retorno em até 2,7 pontos no longo prazo. Isso ocorre devido ao crescimento operacional.

Além disso, companhias como WEG (WEGE3) e Marcopolo (POMO3; POMO4) ilustram esse modelo. Elas priorizaram expansão e entregaram maior valorização.

Equilíbrio é o ideal

Especialistas destacam que o melhor cenário está no equilíbrio entre dividendos e investimentos. Empresas precisam manter distribuição previsível e, ao mesmo tempo, crescer.

Além disso, decisões focadas apenas no curto prazo podem comprometer resultados futuros. Esse comportamento é comum em ambientes de juros elevados.

Dessa forma, o investidor deve analisar a estratégia da empresa. O foco deve estar na qualidade dos projetos e na geração de valor sustentável.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.