
- Banco do Brasil (BBAS3) deve ser o destaque negativo do trimestre
- Itaú (ITUB4) deve liderar com maior rentabilidade e resiliência
- Bradesco (BBDC4) pode surpreender com melhora de resultados
A temporada de resultados dos grandes bancos no 1T26 deve ser marcada por forte divergência entre os nomes do setor. Enquanto Itaú (ITUB4) segue como o mais resiliente, o Banco do Brasil (BBAS3) aparece novamente como o principal ponto de preocupação.
Além disso, analistas veem o Bradesco (BBDC4) como possível surpresa positiva, enquanto o Santander (SANB11) deve entregar números mais pressionados, refletindo o cenário de juros elevados e deterioração do crédito.
Itaú lidera, Bradesco melhora e Santander fica no meio
O Itaú (ITUB4) deve continuar como destaque do setor, com ROE próximo de 24,9%, bem acima dos pares. Apesar da leve sazonalidade negativa, o banco segue protegido por melhor qualidade de crédito e execução consistente.
Além disso, o Bradesco (BBDC4) pode apresentar uma melhora mais relevante. O Itaú BBA projeta lucro de R$ 6,7 bilhões, com alta anual de 14%, impulsionado por expansão da carteira e melhora nas margens.
Já o Santander (SANB11) deve entregar um trimestre mais neutro, com lucro ao redor de R$ 4 bilhões. Embora haja crescimento moderado, o banco enfrenta pressão maior em provisões e crédito corporativo.
Banco do Brasil deve ser o destaque negativo
O Banco do Brasil (BBAS3) deve ter o pior desempenho entre os bancões. Analistas projetam lucro entre R$ 3 bilhões e R$ 3,8 bilhões, com forte queda anual.
Além disso, o ROE pode cair para a faixa de 7,5% a 8,5%, refletindo aumento relevante das provisões e deterioração das carteiras, principalmente no agronegócio.
Com isso, a combinação de margens pressionadas, crédito mais fraco e inadimplência em alta mantém a visibilidade baixa para recuperação no curto prazo.
Crédito será o grande tema do trimestre
O principal foco do mercado será a deterioração do crédito, impulsionada por juros elevados e maior alavancagem das famílias.
Além disso, há riscos crescentes em crédito corporativo e rural, o que afeta principalmente o Banco do Brasil.
Nesse cenário, os bancos com melhor gestão de risco e diversificação, como o Itaú, tendem a se destacar, enquanto os mais expostos ao ciclo econômico devem sofrer mais pressão.