
- Possíveis vendas de ativos podem ajudar, mas cenário segue incerto
- Hapvida (HAPV3) sobe mais de 40%, mas recuperação ainda é incompleta
- BBA corta projeções e vê pressão em margens e fluxo de caixa
A forte alta recente das ações da Hapvida (HAPV3) não convenceu o Itaú BBA. Mesmo após valorização de mais de 40% no mês, o banco avalia que a companhia ainda está longe de uma recuperação completa.
Além disso, o mercado já começa a reagir ao alerta. Por volta das 11h47, os papéis caíam 4,98%, a R$ 12,40, refletindo preocupações com margens, endividamento e execução operacional.
Alta recente esconde fragilidade operacional
O Itaú BBA reconhece avanços na gestão e mudanças relevantes na estrutura da empresa. Ainda assim, destaca que os resultados recentes seguem pressionados e abaixo do esperado.
Além disso, a companhia enfrenta desafios importantes em mercados-chave, especialmente em São Paulo, onde perdeu participação tanto em planos regionais quanto nacionais.
Nesse cenário, a combinação de ticket médio pressionado e custos elevados por beneficiário continua limitando a recuperação no curto prazo.
Caixa, dívida e margens seguem no radar
O banco projeta EBITDA de R$ 2,5 bilhões em 2026, o que representa uma revisão negativa de 20% frente às estimativas anteriores.
Além disso, o fluxo de caixa livre deve permanecer limitado. A companhia ainda enfrenta despesas relevantes, como R$ 600 milhões em arrendamentos e cerca de R$ 700 milhões em investimentos.
Com isso, a expectativa é de leve aumento da dívida líquida, reforçando a cautela com o balanço no curto prazo.
Desinvestimentos podem aliviar, mas incerteza persiste
O Itaú BBA vê possíveis vendas de ativos no Sul e em Minas Gerais como alternativas para reforçar o caixa.
Por outro lado, há baixa visibilidade sobre o timing dessas operações, o que limita o impacto positivo imediato.
Assim, o banco mantém recomendação neutra (market perform), com preço-alvo de R$ 15, reforçando que a recuperação ainda será gradual e incerta.