
- Cenário global e preços elevados reforçam vantagem das grandes distribuidoras
- Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) sobem acima do Ibovespa e seguem com recomendação de compra
- JP Morgan eleva projeções de Ebitda com margens mais fortes
O JP Morgan elevou o tom otimista para distribuidoras de combustíveis e apontou que Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) ainda têm espaço para subir. Segundo o banco, o mercado não reflete totalmente o cenário mais favorável de margens e lucros.
Enquanto isso, os papéis já mostram desempenho acima do Ibovespa. A Vibra acumula alta de 5,6% e a Ultrapar avança 8,5%, contra 4,6% do índice, indicando maior resiliência no setor.
Margens sobem e projeções disparam
O JP Morgan revisou para cima as estimativas de Ebitda no 1T26. Para a Vibra (VBBR3), a alta projetada é de 32,5%, enquanto para a Ultrapar (UGPA3) chega a 18,5%.
Além disso, o banco vê margens mais elevadas, com cerca de R$ 250/m³ para Vibra e R$ 230/m³ para Ultrapar. Esse movimento reflete um ambiente com preços mais altos e melhor repasse ao consumidor.
Por outro lado, grandes distribuidoras sofrem menos pressão de custos do que players menores. Assim, ampliam vantagem competitiva e capturam melhor o momento do mercado.
Cenário global favorece setor
O ambiente segue positivo com petróleo elevado e oferta restrita. Esse cenário aumenta o custo marginal e reforça o poder de precificação das distribuidoras.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, o diesel subiu para R$ 7,58 por litro, alta de 18,7% frente ao período pré-conflito. Esse movimento acompanha o aumento do custo de importação.
Além disso, maior fiscalização e combate a irregularidades no setor tendem a beneficiar grandes empresas. Com isso, o momento operacional segue construtivo e mantém o viés positivo no curto prazo.