
- Aura Minerals (AURA33) supera siderúrgicas e atinge valor de US$ 9 bilhões
- Crescimento de produção e M&A sustentam tese positiva
- Valuation elevado limita alta no curto prazo, diz BTG
A Aura Minerals (AURA33) alcançou um feito raro no mercado: já vale mais que gigantes da siderurgia como Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5). A companhia atingiu cerca de US$ 9 bilhões em valor de mercado, superando seus pares do setor.
Além disso, o movimento reflete a forte valorização das ações, que subiram 91% em 2026 e impressionantes 386% em 12 meses, impulsionadas pelo ciclo positivo do ouro.
Valuation esticado levanta dúvidas
Apesar da forte alta, o BTG Pactual alerta que o valuation já parece elevado. A empresa negocia a cerca de 8,1 vezes EV/Ebitda para 2026, com free cash flow de 3%.
Além disso, o dividend yield entre 5% e 6% já não é tão atrativo quanto no passado. Isso levanta questionamentos sobre o espaço para novas altas no curto prazo.
Por outro lado, o banco mantém recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 122, indicando potencial de valorização de cerca de 15%.
Crescimento ainda sustenta tese
A principal aposta está no crescimento da produção. A Aura deve sair de cerca de 368 mil onças atualmente para 600 mil onças até 2030.
Além disso, a empresa pode acelerar esse avanço com novas aquisições. O mercado também vê potencial para atingir a meta de 1 milhão de onças no longo prazo.
Assim, mesmo com valuation mais pressionado, a trajetória operacional segue positiva.
Novos gatilhos entram no radar
O BTG Pactual aponta novos catalisadores para o papel. A possível inclusão em índices como o GDX pode aumentar liquidez e visibilidade internacional.
Além disso, há espaço para expansão em projetos como Almas, Borborema e MSG, com potencial de aumento de produção.
Com isso, a empresa mantém opcionalidades relevantes no médio prazo, mesmo após a forte valorização recente.