
- Oncoclínicas (ONCO3) aprova operação de até R$ 150 milhões para compra de medicamentos
- Mudanças no conselho viabilizam avanço do acordo
- Estrutura envolve garantias de recebíveis e depende de condições
A Oncoclínicas (ONCO3) aprovou uma operação de financiamento entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões para viabilizar a compra de medicamentos. A MAK Capital e a Lumina apresentaram a proposta.
Além disso, a operação busca preservar a geração de receitas e garantir a continuidade da cadeia de fornecimento, considerada essencial para o negócio.
Estrutura envolve garantias e recebíveis
O financiamento será estruturado com base em garantias fiduciárias de recebíveis da companhia. Esses ativos vêm de contratos com operadoras de saúde, hospitais e seguradoras.
Além disso, o valor final dependerá do volume de garantias disponíveis e das condições negociadas. A operação ainda precisa cumprir etapas formais, como assinatura de contratos e aprovações necessárias.
Assim, a conclusão depende de ajustes operacionais e da adesão das partes envolvidas.
Mudanças no conselho destravam acordo
Como parte das condições da proposta, houve alteração na governança. O executivo Bruno Lemos Ferrari renunciou ao cargo de conselheiro e vice-presidente.
Além disso, novos membros foram nomeados, incluindo Mateus Affonso Bandeira, indicado pela MAK Capital, e o CEO Carlos Gil Ferreira.
Com isso, a companhia ajusta sua estrutura para viabilizar o acordo e avançar na reestruturação.
Movimento reforça necessidade de liquidez
A operação ocorre em meio à necessidade de reforçar o caixa e garantir continuidade operacional. A compra de medicamentos é central para manutenção das atividades.
Por outro lado, o mercado acompanha o impacto dessas mudanças na estrutura financeira e na governança da empresa.
Assim, o desfecho da operação será decisivo para o curto prazo da ONCO3.