
- Bradesco (BBDC4) é apontado pelo Itaú BBA como o principal destaque da temporada de resultados.
- Banco do Brasil (BBAS3) deve registrar um dos trimestres mais fracos entre os grandes bancos.
- Nubank (ROXO34) pode recuperar a confiança do mercado com forte crescimento dos resultados.
A temporada de resultados do segundo trimestre promete ampliar a diferença entre os vencedores e perdedores do setor bancário. Segundo o Itaú BBA, o Bradesco (BBDC4) deve se destacar positivamente, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) corre o risco de apresentar um dos balanços mais fracos entre os grandes bancos.
Além disso, o banco de investimentos mantém visão favorável para o Nubank (ROXO34), que pode recuperar a confiança do mercado após preocupações recentes com a qualidade do crédito.
Bradesco aparece como principal destaque
O Itaú BBA projeta lucro líquido de R$ 7,1 bilhões para o Bradesco no segundo trimestre, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado deve ser impulsionado pelo avanço da carteira de crédito, crescimento da margem financeira e desempenho robusto da área de seguros.
Por isso, o banco segue como a principal recomendação da casa entre as instituições financeiras tradicionais.
Banco do Brasil e Santander ficam sob pressão
Na outra ponta, o Banco do Brasil deve enfrentar um trimestre mais difícil.
O Itaú BBA estima lucro de R$ 2,9 bilhões, queda de 25% na comparação anual, refletindo principalmente provisões elevadas e desafios na carteira ligada ao agronegócio.
Além disso, o Santander Brasil (SANB11) também deve apresentar crescimento limitado, com receitas pressionadas e custos de crédito ainda elevados.
Nubank pode recuperar protagonismo
Entre os bancos digitais, o destaque fica para o Nubank.
Após o mercado questionar o aumento das provisões no primeiro trimestre, o Itaú BBA acredita que a fintech entregará números capazes de restaurar parte da confiança dos investidores.
A expectativa inclui crescimento de 37% da carteira de crédito, avanço de 40% na margem financeira e lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, reforçando sua posição entre os favoritos do setor.