
- Petróleo disparou até US$ 119 e depois caiu com reabertura de Ormuz
- Dólar subiu com tensão e recuou com retomada do apetite por risco
- Bolsas globais oscilaram entre medo de inflação e alívio geopolítico
A reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã marcou uma virada nos mercados, mas o histórico recente mostra como o bloqueio impactou diretamente petróleo, dólar e bolsas ao longo do conflito.
Petróleo liderou a volatilidade
O petróleo foi o ativo mais sensível. Durante o bloqueio, o Brent chegou a US$ 119, refletindo risco de falta de oferta global.
Além disso, o WTI acumulou alta de cerca de 52% no mês, em um dos maiores saltos desde 2020.
Com a reabertura do estreito, o movimento se inverteu. O Brent caiu cerca de 11% (US$ 88) e o WTI recuou para a faixa de US$ 83, com retirada do prêmio geopolítico.
Bolsas reagiram ao risco e ao alívio
Nos momentos de maior tensão, bolsas globais sofreram. O S&P 500 chegou ao menor nível desde setembro e o Nasdaq entrou em correção, com queda superior a 10% da máxima.
Além disso, dias de incerteza sobre inflação e juros ampliaram as perdas em Wall Street.
Por outro lado, sinais de trégua e a reabertura de Ormuz impulsionaram os índices. O Dow Jones subiu cerca de 2%, enquanto o S&P 500 e Nasdaq também avançaram.
Ibovespa destoou com recordes
No Brasil, o comportamento foi misto. O Ibovespa caiu forte no início do conflito, com queda de 3,28% em 3 de março.
Além disso, voltou a recuar em momentos de aversão ao risco global.
Por outro lado, o índice surpreendeu e passou a subir, chegando perto dos 200 mil pontos, com fluxo estrangeiro e commodities fortes.
Dólar refletiu tensão global
O dólar subiu nos momentos de maior incerteza. A moeda chegou a R$ 5,32 em março, acompanhando a fuga para segurança.
Além disso, registrou alta de 2,05% em um único dia, logo no início do conflito.
Por outro lado, com o avanço das negociações e sinais de trégua, o dólar recuou. Chegou a R$ 4,95, refletindo melhora do apetite por risco.
Mercado segue sensível ao cenário
O episódio reforça como o mercado global reage rapidamente a eventos geopolíticos.
Assim, o fechamento ou abertura de Ormuz funcionou como principal gatilho para definir direção dos ativos.