
- Sequoia (SEQL3) vende ativos ao Mercado Livre (MELI34) por US$ 7,5 milhões
- Negócio ainda depende de aprovação do Cade
- Operação faz parte da reestruturação e busca por liquidez
A Sequoia (SEQL3) anunciou a venda de ativos operacionais para o Mercado Livre (MELI34), em um movimento estratégico dentro de seu processo de reestruturação. A operação envolve estruturas localizadas no centro de distribuição do Campus Mangels, em São Bernardo do Campo (SP).
Além disso, a companhia também concedeu o contrato de locação do imóvel ao grupo. O valor total da transação é de US$ 7,5 milhões, que será pago em três parcelas.
Venda mira liquidez e corte de custos
Segundo a empresa, a operação busca reforçar a liquidez e reduzir pressões financeiras. Ao mesmo tempo, a decisão implica na saída de um segmento considerado pouco eficiente.
A Sequoia destacou que o negócio de grandes volumes para e-commerce vinha consumindo recursos financeiros e operacionais, o que impactava negativamente os resultados.
Com isso, a companhia passa a focar em áreas mais rentáveis, dentro de um plano mais amplo de reorganização.
Mercado Livre amplia presença logística
Do lado do comprador, o Mercado Livre (MELI34) reforça sua infraestrutura logística no Brasil. A aquisição de ativos e o controle da locação ampliam a capacidade operacional da empresa.
Além disso, a companhia vem investindo fortemente em logística para sustentar o crescimento do e-commerce. Esse tipo de movimento é visto como estratégico para ganhar eficiência e reduzir prazos de entrega.
Portanto, a transação também fortalece a posição do Mercado Livre em um mercado altamente competitivo.
Negócio ainda depende de aprovação
A conclusão da operação ainda depende de aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Enquanto isso, o mercado acompanha os desdobramentos.
Caso aprovada, a venda deve contribuir diretamente para o caixa da Sequoia (SEQL3), que busca estabilizar sua situação financeira.
Por fim, o movimento sinaliza uma mudança clara de estratégia, com foco em simplificação e recuperação operacional.