Pressão financeira

CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) seguem pressionadas; dívida vira principal risco e trava alta

Itaú BBA mantém recomendação neutra e corta preço-alvo, com alerta para alavancagem elevada.

Crédito: Depositphotos.
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  • CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) seguem com recomendação neutra
  • Alavancagem elevada e caixa negativo pesam no valuation
  • Venda de ativos pode ser gatilho para destravar valor

A CSN (CSNA3) e a CSN Mineração (CMIN3) continuam enfrentando desconfiança do mercado, mesmo com perspectivas operacionais mais positivas. O Itaú BBA manteve recomendação neutra para ambas, citando risco elevado de alavancagem.

Além disso, as ações reagiram negativamente, com CSNA3 caindo 1,36% e CMIN3 recuando 0,81%, refletindo o sentimento mais cauteloso dos investidores.

Desempenho fraco frente aos pares

No acumulado do ano, a CSNA3 cai cerca de 24%, enquanto concorrentes como Gerdau e Usiminas avançam.

Já a CMIN3 acumula queda de 7%, enquanto a Vale sobe cerca de 20% no mesmo período.

Segundo o banco, essa diferença não está ligada aos fundamentos, mas sim ao risco percebido da estrutura de capital.

Alavancagem pesa mais que operação

Apesar de uma visão mais positiva para o aço a partir do segundo semestre de 2026, o principal ponto de atenção segue sendo a dívida.

A alavancagem da CSN (CSNA3) pode atingir 3,9 vezes dívida líquida/EBITDA em 2026, acima dos níveis recentes.

Além disso, o banco projeta fluxo de caixa livre negativo, o que limita a capacidade de desalavancagem no curto prazo.

Mineração também enfrenta pressão

No caso da CSN Mineração (CMIN3), o cenário é semelhante. O EBITDA projetado para 2026 é de R$ 5,3 bilhões, queda de 18% na comparação anual.

Além disso, fatores como custos mais altos de frete, aumento de despesas operacionais e real mais forte pressionam resultados.

Com isso, o múltiplo de 5,8x EV/EBITDA é visto como elevado frente aos pares globais.

Venda de ativos pode mudar o jogo

O principal gatilho positivo seria a venda de ativos. O banco vê alta probabilidade de desinvestimentos, especialmente na divisão de cimento.

Uma eventual operação poderia reduzir a dívida entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões, melhorando a liquidez.

Por fim, a empresa enfrenta cerca de R$ 28,6 bilhões em dívidas até 2028, o que mantém o mercado em alerta.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.