
- Petrobras (PETR4) pode atingir R$ 1 trilhão em valor de mercado
- Crescimento da produção vira principal gatilho
- Pré-sal e governança sustentam reprecificação
O Petrobras (PETR3; PETR4) pode atingir um valor de mercado próximo de R$ 1 trilhão, segundo análise do Morgan Stanley.
Além disso, o banco elevou o preço-alvo dos ADRs para US$ 29, com potencial de valorização relevante.
Tese muda e vai além dos dividendos
Nos últimos anos, o mercado concentrou a tese da Petrobras nos dividendos.
Agora, o Morgan vê uma mudança clara, com foco no crescimento da produção e valorização dos ativos.
Com isso, a reprecificação deve ocorrer com base em fundamentos.
Produção pode surpreender
O banco projeta aumento de 525 mil barris/dia entre 2026 e 2030.
Além disso, esse crescimento pode gerar até US$ 8,2 bilhões em Ebitda adicional.
Esse avanço muda a percepção sobre o potencial da companhia.
Pré-sal vira principal motor
Os ativos do pré-sal ganham destaque, especialmente o campo de Búzios.
Além disso, o ativo pode atingir 1,7 milhão de barris/dia até 2028, consolidando-se entre os maiores do mundo.
Esse fator sustenta boa parte do valor estimado.
Valuation pode destravar bilhões
O Morgan calcula que apenas a divisão de exploração pode valer cerca de US$ 190 bilhões.
Além disso, a convergência para múltiplos globais pode gerar até US$ 44 bilhões em valor adicional.
Em cenário mais otimista, esse ganho pode chegar a US$ 63 bilhões.
Governança e disciplina ajudam tese
O banco destaca melhora na governança e alocação de capital.
Além disso, a Petrobras reduz riscos ligados a investimentos de baixo retorno.
Esse fator aumenta a confiança do mercado no longo prazo.
Downstream também entra no jogo
A companhia planeja expandir o refino em cerca de 18% até 2030.
Além disso, esse movimento pode adicionar cerca de US$ 2 bilhões em valor.
O segmento ainda funciona como proteção contra volatilidade do petróleo.
Riscos seguem no radar
Apesar da visão positiva, o banco aponta riscos importantes.
Entre eles, estão queda do petróleo, mudanças regulatórias e interferência política.
Mesmo assim, o cenário base indica forte assimetria de retorno.