
- WEG (WEGE3) cai após resultados abaixo do esperado
- Custos e câmbio pressionam margens
- Mercado vê ação cara e risco de revisões
A WEG (WEGE3) frustrou o mercado no 1T26 e as ações reagiram em queda.
Por volta das 10h58, o papel recuava mais de 3%, refletindo a leitura negativa dos números.
Lucro cai e receita decepciona
O lucro líquido ficou em R$ 1,46 bilhão, queda de 5,7% na comparação anual.
Já a receita somou R$ 9,47 bilhões, abaixo das estimativas do mercado.
Nesse cenário, o resultado reforçou sinais claros de desaceleração.
Custos e câmbio pressionam margens
Ao mesmo tempo, a margem bruta caiu para 31,6%, o menor nível desde 2022.
Esse movimento veio com pressão de matérias-primas, tarifas e volatilidade cambial.
Com isso, o desempenho operacional ficou mais fraco do que o esperado.
Brasil pesa, exterior salva parcialmente
No mercado doméstico, o segmento de geração, transmissão e distribuição despencou.
A queda foi de mais de 30%, afetando o consolidado.
Por outro lado, operações internacionais cresceram e ajudaram a reduzir o impacto.
Ebitda abaixo aumenta preocupação
O EBITDA chegou a R$ 2,1 bilhões, mas ficou abaixo das projeções.
Além disso, parte da margem foi sustentada por receitas não recorrentes.
Na prática, isso elevou o receio sobre a qualidade do resultado.
Bancos veem risco de revisões
O JPMorgan já indicava risco de queda nas estimativas.
Agora, o mercado passa a considerar revisões para baixo no consenso.
Esse fator pesa diretamente na percepção de valor do papel.
Valuation elevado limita reação
O Bradesco BBI destacou que a ação negocia a cerca de 32x P/L 2026.
Mesmo assim, o crescimento segue moderado e as margens pressionadas.
Por isso, tanto BBI quanto JPMorgan mantêm recomendação neutra.