Boas projeções

Petrobras (PETR3;PETR4) tem prévia forte no 1T26 e mercado reforça aposta em dividendos de US$ 2,4 bi

Produção em alta, petróleo mais caro e geração de caixa robusta sustentam expectativa positiva para resultado da estatal.

Petrobras
Crédito: Depositphotos
  • Petrobras (PETR3;PETR4) deve entregar 1º trimestre forte com EBITDA estimado entre US$ 11,5 bi e US$ 13,3 bi
  • Produção de petróleo cresce 16,3% e sustenta geração de caixa e dividendos de US$ 2,4 bi
  • Bancos mantêm visão positiva com recomendação de compra e destaque para pré-sal e preços do Brent

A Petrobras (PETR3;PETR4) caminha para entregar um primeiro trimestre de 2026 forte, segundo prévias operacionais divulgadas por bancos e casas de análise, com o mercado projetando EBITDA entre US$ 11,5 bilhões e US$ 13,3 bilhões.

Ao mesmo tempo, o consenso aponta para a manutenção de uma distribuição de cerca de US$ 2,4 bilhões em dividendos, sustentada por maior produção e preços mais altos do petróleo.

Produção mais alta reforça geração de caixa

A produção de petróleo no Brasil avançou 16,3% no 1T26, impulsionando diretamente as estimativas de resultado da companhia.

Esse avanço veio principalmente do pré-sal, que continua sendo o principal motor operacional da estatal.

Além disso, o Brent mais elevado no período ajudou a melhorar as margens e sustentar o fluxo de caixa.

Bancos veem consenso em dividendos e EBITDA forte

As estimativas de bancos como Goldman Sachs, XP, Itaú BBA e Morgan Stanley convergem para um EBITDA robusto, ainda que com pequenas diferenças de projeção.

O Goldman Sachs projeta US$ 11,5 bilhões, enquanto o Morgan Stanley chega a US$ 13,3 bilhões, refletindo o impacto do petróleo mais caro.

Nesse cenário, o pagamento de US$ 2,4 bilhões em dividendos aparece como o ponto de maior consenso entre analistas.

Prévia indica continuidade do ciclo positivo

A leitura geral do mercado é de continuidade do ciclo positivo da Petrobras, com suporte vindo da produção e da disciplina de investimentos.

O fluxo de caixa livre também tende a ganhar força com menores desembolsos de capital no trimestre.

Por outro lado, ainda há atenção para a volatilidade do petróleo e efeitos cambiais ao longo do ano.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.