
- Petrobras (PETR4) pode elevar gás natural em até 40% em agosto, segundo estimativa da Abegás
- Reajustes trimestrais e alta do petróleo aumentam pressão sobre tarifas de gás no Brasil
- Setor critica exposição do país a choques geopolíticos e defende maior uso da produção nacional
O próximo reajuste do gás natural vendido pela Petrobras (PETR4) às distribuidoras pode chegar a 40% em agosto, segundo estimativa da Abegás. O movimento ocorre após a alta recente de 19,2% já aplicada pela estatal.
A entidade afirma que a guerra no Oriente Médio elevou a volatilidade do petróleo e do gás. Assim, o cenário internacional passa a pressionar diretamente a formação de preços no Brasil.
Reajuste amplia pressão sobre tarifas e mercado de energia
A Abegás alerta que o gás natural já sofre forte impacto da composição da tarifa. Além disso, o insumo representa a maior parte do custo final ao consumidor.
Os contratos da Petrobras com distribuidoras são reajustados a cada trimestre. Dessa forma, variações externas são rapidamente repassadas ao preço final.
A entidade também destaca que o repasse ocorre integralmente. Assim, distribuidoras não absorvem o impacto das mudanças no preço da molécula.
Setor critica exposição do Brasil a choques externos
O presidente da Abegás, Marcelo Mendonça, afirma que o Brasil mantém alta exposição a fatores geopolíticos. Além disso, ele defende maior uso da produção nacional no mercado interno.
Segundo a entidade, o país possui oferta relevante de gás em campos domésticos. Dessa forma, parte do impacto externo poderia ser reduzido com mudanças estruturais.
Assim, o debate sobre indexadores e política de preços volta ao centro do setor energético.