Pressão financeira

Brava (BRAV3) afunda no prejuízo após efeito bilionário e mercado acende alerta

Petroleira reverteu lucro no 1º trimestre, mas ainda entregou receita recorde, avanço operacional e forte geração de caixa no período.

Foto: Reprodução/Brava Energia
Foto: Reprodução/Brava Energia
  • Brava (BRAV3) reverteu lucro e registrou prejuízo de R$ 350 milhões
  • Petroleira atingiu receita e Ebitda recordes no 1º trimestre
  • Dívida líquida encerrou março em US$ 1,63 bilhão

A Brava Energia (BRAV3) registrou prejuízo líquido de R$ 350 milhões no primeiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 829 milhões obtido um ano antes. Apesar disso, a companhia explicou que o resultado foi impactado principalmente por efeitos contábeis ligados a contratos de hedge de petróleo.

Ao mesmo tempo, a petroleira manteve forte avanço operacional. Com isso, a receita líquida subiu 9%, alcançando R$ 3,13 bilhões, enquanto, em dólar, o crescimento chegou a 23%, marcando o maior nível histórico da companhia.

Ebitda dispara e operação ganha força

Mesmo com o prejuízo contábil, a geração operacional avançou de forma relevante. O Ebitda cresceu 51%, atingindo R$ 1,7 bilhão no trimestre.

Além disso, o Ebitda ajustado subiu 52%, para R$ 1,6 bilhão, também estabelecendo novo recorde para a empresa. Dessa forma, o mercado passou a acompanhar com mais atenção a evolução operacional da petroleira.

Enquanto a produção offshore ganhou participação, o custo médio de extração caiu para US$ 14,2 por barril, recuo de 3% frente ao trimestre anterior. Segundo a companhia, o avanço marítimo compensou parcialmente a menor produção onshore.

Dívida segue no radar dos investidores

Por outro lado, a alavancagem financeira ainda segue no foco do mercado. A dívida líquida encerrou março em US$ 1,63 bilhão.

Com isso, a relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 1,84 vez, indicador considerado administrável para empresas do setor de petróleo.

Ainda assim, investidores devem monitorar os próximos resultados, principalmente diante da volatilidade do petróleo e dos impactos financeiros gerados pelas operações de hedge.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.