Controle de despesas

Mater Dei (MATD3) dispara no lucro e surpreende mercado com avanço operacional

Rede hospitalar acelerou ganhos no 1º trimestre, ampliou margem e mostrou avanço em ocupação, oncologia e geração de caixa.

Foto: Divulgação/Mater Dei
Foto: Divulgação/Mater Dei
  • Mater Dei (MATD3) elevou lucro em 61,5% no 1º trimestre
  • Rede hospitalar ampliou ocupação, margem e eficiência operacional
  • Companhia acelerou expansão em oncologia e alta complexidade

A Mater Dei (MATD3) registrou lucro líquido de R$ 32,6 milhões no primeiro trimestre, alta de 61,5% na comparação anual. Ao mesmo tempo, a receita avançou 15%, alcançando R$ 575 milhões, mesmo com impactos do Carnaval e das férias escolares no período.

Além disso, o resultado reforçou a melhora operacional da companhia, que conseguiu elevar eficiência, controlar despesas e acelerar áreas consideradas estratégicas para o crescimento nos próximos trimestres.

Ocupação cresce e margem surpreende

A taxa de ocupação hospitalar atingiu 84,3%, representando avanço de 4,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025. Com isso, o volume de pacientes-dia também cresceu 6,1% no período.

Enquanto a demanda avançou, o ticket médio por leito utilizado subiu 8,4% na comparação anual, chegando a R$ 2,86 milhões. Além do avanço anual, o indicador também mostrou evolução frente ao trimestre imediatamente anterior.

Como consequência da melhora operacional, o Ebitda somou R$ 124,4 milhões, crescimento de 28,3%. Dessa forma, a margem operacional avançou para 21,6%, fortalecendo a percepção positiva do mercado sobre a companhia.

Expansão e geração de caixa entram no radar

Segundo o CEO José Henrique Salvador, a companhia vem acelerando a estratégia focada em procedimentos complexos e oncologia. Assim, a empresa busca sustentar um ritmo maior de expansão nos próximos meses.

Além da expansão operacional, a rede hospitalar manteve disciplina financeira. De acordo com o CFO Rafael Cordeiro, a geração consistente de caixa vem permitindo crescimento sem deterioração relevante do balanço.

Por fim, a dívida líquida permaneceu em R$ 800 milhões, enquanto a alavancagem ficou em 1,6 vez o Ebitda, nível considerado controlado pelo mercado.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.