
- Cogna (COGN3) elevou lucro em 48,7% no 1º trimestre
- Cursos presenciais ganharam força após restrições no EAD
- Companhia ampliou geração de caixa e receita mesmo com queda na captação
A Cogna (COGN3) registrou lucro líquido de R$ 141,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 48,7% na comparação anual. Ao mesmo tempo, a receita líquida avançou 32%, alcançando R$ 2,1 bilhões entre janeiro e março.
Segundo o CEO Roberto Valério, tanto a divisão de educação básica quanto o ensino superior apresentaram crescimento, mesmo após as novas regras do EAD impostas pelo MEC.
Ensino presencial ganha força
Embora a captação de novos alunos tenha caído 14,2% no vestibular de verão, a companhia conseguiu elevar o valor das mensalidades e preservar margens sem entrar em guerra de preços.
Enquanto os cursos on-line perderam cerca de 74 mil alunos, as graduações presenciais e híbridas avançaram 14,4% e 4,6%, respectivamente. Além disso, o tíquete médio consolidado cresceu 19,4% no período.
Segundo a administração, o novo marco regulatório impulsionou principalmente os cursos presenciais de enfermagem, cuja demanda avançou cerca de 45% após as restrições ao formato totalmente on-line.
Receita dispara e caixa acelera
No ensino superior, a receita líquida cresceu 10,9%, chegando a R$ 1,2 bilhão. Já a divisão de educação básica avançou 73%, impulsionada pela venda de livros didáticos ao governo e pelo crescimento das operações privadas.
Ao mesmo tempo, o Ebitda recorrente atingiu R$ 679,5 milhões, alta de 22,2%. Apesar disso, a margem recuou para 31,7% devido aos maiores custos de adaptação dos cursos presenciais e híbridos.
Além disso, a geração de caixa livre disparou 68,7%, alcançando R$ 252,5 milhões, enquanto a alavancagem permaneceu controlada em 1,13 vez Ebitda.