
- Axia Energia (AXIA3) não vê crise estrutural no mercado livre
- Companhia atribui volatilidade à expansão da energia solar
- Empresa projeta PLD médio de até R$ 299 por MWh no segundo semestre
A Axia Energia (AXIA3) afirmou que não enxerga uma crise estrutural de liquidez no mercado livre de energia elétrica, apesar da forte volatilidade recente nos preços do setor. Segundo o vice-presidente Rodrigo Limp, o cenário atual representa “talvez uma crise pontual”.
Além disso, o executivo destacou que a companhia acompanha de perto as discussões sobre liquidez e formação de preços no mercado livre.
Solar muda dinâmica dos preços
Durante teleconferência com analistas, Limp afirmou que a forte expansão da geração solar alterou significativamente o comportamento do sistema elétrico brasileiro.
Segundo ele, o país já possui mais de 50 gigawatts de capacidade solar instalada. Como consequência, o excesso de geração durante o dia pressiona os preços para baixo, enquanto no fim da tarde o sistema precisa acionar térmicas e ampliar geração hidrelétrica.
Ao mesmo tempo, o executivo afirmou que os modelos atuais de formação de preços continuam funcionando adequadamente diante da nova configuração da matriz elétrica.
Liquidez e comercializadoras seguem no radar
A companhia também comentou os debates recentes após a crise enfrentada por comercializadoras de energia.
Segundo Limp, parte do mercado relaciona os problemas de liquidez ao modelo de precificação da energia. Apesar disso, o executivo afirmou que menor volume negociado não justifica mudanças estruturais na metodologia atual.
Além disso, a administração destacou que a aversão ao risco aumentou no setor, levando agentes do mercado a serem mais criteriosos na avaliação de comercializadoras.
Axia projeta PLD mais elevado
O vice-presidente financeiro Eduardo Haiama afirmou que a expectativa da companhia é de um PLD médio de R$ 233 por MWh no segundo trimestre.
Para o segundo semestre, a projeção sobe para cerca de R$ 299 por MWh.
Ainda assim, segundo a empresa, os níveis seguem próximos aos observados em 2025.