Fundamentos surpreendem

Usiminas (USIM5) dispara 59% em 2026, mas Bradesco BBI faz alerta após forte rali

Siderúrgica acumula forte valorização no ano, porém banco vê espaço mais limitado para novas altas nos níveis atuais.

usiminas 142
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  • Usiminas (USIM5) acumula alta de 59% em 2026
  • Bradesco BBI elevou preço-alvo para R$ 10
  • Banco vê pressão de custos limitando margens

As ações da Usiminas (USIM5) voltavam a subir forte nesta quinta-feira (14), avançando cerca de 4,15% no início da tarde, cotadas a R$ 9,54.

No acumulado de 2026, os papéis já saltam aproximadamente 59%, sendo que apenas em maio a valorização supera 33%, colocando a companhia entre os maiores destaques da bolsa no período.

BBI eleva preço-alvo, mas mantém cautela

Após a forte valorização recente, o Bradesco BBI manteve recomendação neutra para a siderúrgica, embora tenha elevado o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 6 para R$ 10 por ação.

Segundo os analistas, os fundamentos da companhia surpreenderam positivamente ao longo dos últimos meses, especialmente diante da melhora da dinâmica de preços do aço no Brasil.

Mesmo assim, o banco avalia que boa parte desse cenário mais favorável já foi incorporada pela ação nos preços atuais.

Custos e demanda seguem no radar

Para o BBI, apesar de ainda existir espaço para novas altas nos preços do aço plano no Brasil, a pressão de custos pode limitar a expansão das margens da companhia nos próximos trimestres.

Além disso, contratos com repasse defasado e sinais de demanda doméstica mais fraca continuam gerando cautela entre os analistas.

O banco também destacou que a inflação de custos envolvendo placas e carvão/coque deve pressionar a rentabilidade da empresa a partir do segundo trimestre.

Mercado monitora próximos gatilhos

O BBI entende que revisões mais positivas para a tese dependerão de uma aceleração adicional dos preços e das margens ao longo do segundo semestre.

Além disso, o mercado seguirá acompanhando a recuperação da demanda doméstica, a execução operacional da companhia e os efeitos das medidas de defesa comercial contra importações.

Mesmo com a visão mais cautelosa do banco, os investidores continuam apostando na melhora operacional da siderúrgica em 2026.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.