Acima do esperado

Nubank (ROXO34) assusta mercado após disparada das provisões e ação tombar 9%

Banco acelerou forte no crédito, elevou exposição ao risco e frustrou projeções no 1T26.

Nubank (ROXO34) assusta mercado após disparada das provisões e ação tombar 9%
  • Nubank (ROXO34) viu provisões dispararem 33% no 1T26
  • Carteira de crédito cresceu acima do esperado
  • Ações caíram cerca de 9% após balanço

O Nubank (ROXO34) voltou a pressionar o mercado após divulgar um primeiro trimestre abaixo das expectativas, marcado pelo forte avanço das provisões e da inadimplência de curto prazo.

Após o balanço, as ações chegaram a cair cerca de 9% no after market em Nova York.

Provisões dispararam acima do esperado

As provisões para perdas com crédito cresceram 33% frente ao quarto trimestre, alcançando US$ 1,79 bilhão.

O número veio muito acima da expectativa do mercado, que projetava avanço próximo de apenas 7%.

Ao mesmo tempo, a carteira de crédito cresceu 13,7% no trimestre, atingindo US$ 37,2 bilhões, também superando as projeções dos analistas.

Banco acelerou aposta no crédito

Segundo o CFO Guilherme Lago, o aumento das provisões ocorreu porque a companhia expandiu a carteira em ritmo mais forte do que o esperado.

Além disso, o banco aumentou exposição em linhas consideradas mais arriscadas, como empréstimo pessoal.

O executivo afirmou ainda que o uso de inteligência artificial vem permitindo ampliar limites e conceder crédito para clientes antes considerados fora do perfil.

Inadimplência sobe e mercado reage

O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias avançou de 4,1% para 5%.

Segundo a companhia, parte relevante do movimento ocorreu por sazonalidade típica do primeiro trimestre, após gastos maiores no cartão de crédito no fim do ano.

Mesmo assim, investidores passaram a monitorar com mais atenção a qualidade da carteira diante do ambiente macroeconômico mais pressionado.

México e eficiência seguem como destaques

Apesar da pressão no crédito, a fintech atingiu lucro líquido de US$ 871 milhões, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 29%.

Além disso, a operação do México alcançou breakeven pela primeira vez e superou 15 milhões de clientes.

Enquanto isso, o índice de eficiência caiu para 17,6%, impulsionado pelos ganhos de produtividade com inteligência artificial.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.