Pressão financeira

Taurus (TASA4) afunda no 1º trimestre e prejuízo acende alerta no mercado

Fabricante de armas reverte lucro, sofre com acordo nos EUA, pressão cambial e piora operacional no início de 2026

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  • Taurus (TASA4) reverteu lucro e registrou prejuízo de R$ 36,6 milhões
  • Acordo jurídico nos EUA e queda de margem pressionaram resultado
  • Ebitda ficou negativo após avanço de custos e despesas operacionais

A Taurus (TASA4) registrou prejuízo de R$ 36,6 milhões no primeiro trimestre e reverteu o lucro de R$ 18,6 milhões obtido um ano antes. Segundo a fabricante, o resultado foi pressionado pela queda das margens, menor diluição de custos fixos e um acordo jurídico nos Estados Unidos reconhecido no período.

Além disso, a valorização do real reduziu a conversão das receitas externas para moeda nacional. Com isso, a rentabilidade da companhia sofreu forte deterioração mesmo diante da leve alta no faturamento trimestral.

Margens despencam e Ebitda fica negativo

Entre janeiro e março, a receita líquida avançou 1,7%, para R$ 354,9 milhões. Enquanto isso, as vendas no mercado interno cresceram 14,8%, embora as receitas externas tenham recuado 1,4%.

Ao mesmo tempo, o custo dos produtos vendidos subiu 7,9%, pressionando diretamente o lucro bruto, que caiu 11,3% na comparação anual. Dessa forma, a margem operacional perdeu força no trimestre.

Além disso, as despesas operacionais dispararam 15,4%, impactadas principalmente pelo acordo jurídico firmado nos Estados Unidos. Por isso, o Ebitda ficou negativo em R$ 20,1 milhões, revertendo o resultado positivo registrado no ano passado.

Mercado acompanha pressão operacional

Segundo a companhia, o acordo foi fechado por prudência para evitar riscos maiores no futuro, inclusive impactos reputacionais. Ainda assim, investidores reagiram ao aumento das despesas e à piora dos indicadores operacionais.

Por outro lado, a dívida líquida encerrou março em R$ 541,1 milhões, queda de 5,4% na comparação com o fim de 2025. Além disso, o resultado financeiro permaneceu positivo, apesar da forte retração anual.

Agora, o mercado monitora os próximos trimestres para entender se a fabricante conseguirá recuperar margens e estabilizar sua geração operacional de caixa.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.