Forte diluição?

Cosan (CSAN3) abandona aporte na Raízen (RAIZ4) e CEO admite possível fim da holding

Grupo prevê redução drástica da participação na Raízen e sinaliza dissolução da estrutura da holding nos próximos anos.

Cosan (CSAN3) abandona aporte na Raízen (RAIZ4) e CEO admite possível fim da holding
  • Cosan (CSAN3) não fará aporte de capital na Raízen (RAIZ4)
  • Participação da holding deve sofrer forte diluição após recuperação
  • CEO afirmou que holding pode deixar de existir em até cinco anos

A Cosan (CSAN3) afirmou que não fará aporte de capital na Raízen (RAIZ4) durante o processo de recuperação extrajudicial da companhia. Além disso, o CEO Marcelo Martins declarou que a participação da holding deverá perder relevância nos próximos anos.

Com isso, a fatia do grupo tende a sofrer forte diluição após possíveis conversões e aportes realizados pela Shell, sócia da operação. Segundo o executivo, a tendência é que a holding fique apenas com uma participação minoritária no negócio.

Participação pode ser vendida

Durante teleconferência de resultados, o comando da companhia afirmou que a participação remanescente poderá até ser vendida futuramente. Dessa forma, a empresa indicou que não pretende continuar em acordo de acionistas da operação.

Ao mesmo tempo, o grupo confirmou que deixou de reconhecer os efeitos da Raízen em suas demonstrações financeiras. Por isso, investidores passaram a acompanhar mais de perto os impactos estratégicos da decisão sobre a estrutura da holding.

Além disso, a administração reiterou que o foco atual segue sendo a redução da alavancagem por meio de venda de ativos e participações, e não via dividendos das controladas.

Holding pode deixar de existir

O CEO também afirmou que considera “bastante razoável” dizer que a holding poderá deixar de existir dentro de um horizonte de três a cinco anos. Segundo ele, o processo dependerá do avanço dos desinvestimentos e da desalavancagem financeira.

Por outro lado, a companhia destacou que negócios sob o guarda-chuva do grupo poderão receber investimentos diretamente, reduzindo a necessidade da estrutura atual. Portanto, a dissolução da holding passou a ser tratada como uma possibilidade concreta.

Agora, o mercado monitora os próximos movimentos da companhia, principalmente em relação à venda de ativos, abertura de capital da Compass e evolução da recuperação da Raízen.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.