
- Raízen (RAIZ4) deve receber aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell
- Companhia negocia acordo com credores até 8 de junho
- Mercado monitora possível diluição da Cosan (CSAN3) no negócio
A Shell Brasil reafirmou nesta terça-feira o compromisso de aportar R$ 3,5 bilhões na Raízen (RAIZ4), joint venture formada com a Cosan (CSAN3), em meio ao processo de recuperação extrajudicial da companhia.
Além disso, o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou que as negociações com credores estão em estágio avançado e que a expectativa é fechar um acordo até 8 de junho.
Reestruturação entra em fase decisiva
Segundo o executivo, a companhia vem trabalhando junto a sócios, credores e administração para construir uma solução que funcione para todas as partes envolvidas.
Dessa forma, o aporte aparece como peça importante dentro do plano de reestruturação financeira da companhia, que possui dívida líquida próxima de R$ 52 bilhões.
Ao mesmo tempo, a empresa destacou avanços operacionais realizados desde 2024, incluindo redução de custos, venda de ativos menos rentáveis e recuperação de margens no varejo.
Além disso, a companhia tenta recuperar credibilidade após enfrentar uma combinação de queda nos preços de açúcar e etanol, juros elevados e desaceleração da transição energética.
Cosan pode reduzir participação
Enquanto a Shell reafirmou o aporte, a Cosan (CSAN3) informou recentemente que não pretende realizar nova injeção de capital direta na companhia.
Por outro lado, existe expectativa de aporte adicional de cerca de R$ 500 milhões pela holding ligada a Rubens Ometto. Ainda assim, o mercado já trabalha com possibilidade de diluição relevante da participação da Cosan após a reestruturação.
Agora, investidores acompanham as negociações com credores, os próximos passos do plano extrajudicial e os impactos da reorganização sobre a estrutura societária da companhia.