Janela de compra

Embraer (EMBJ3) despenca após balanço, mas bancos veem “janela rara” para compra

Goldman Sachs e Santander mantêm visão otimista e apontam potencial de expansão de margens e crescimento.

Foto: Embraer/Divulgação
Foto: Embraer/Divulgação
  • Embraer (EMBJ3) manteve recomendação de compra em Goldman e Santander
  • Bancos veem espaço para expansão de margens e melhora operacional
  • Mercado monitora potencial de crescimento da divisão militar

As ações da Embraer (EMBJ3) sofreram forte correção após o balanço do primeiro trimestre de 2026, acumulando queda superior a 20% desde o início das tensões no Oriente Médio. Mesmo assim, Goldman Sachs e Santander Brasil reforçaram recomendação de compra para os papéis.

Além disso, os bancos afirmam que a reação negativa do mercado abriu uma oportunidade atrativa para investidores, principalmente diante da expectativa de melhora operacional ao longo do ano.

Bancos enxergam expansão de margens

Segundo o Goldman Sachs, a fabricante brasileira ainda possui espaço relevante para expansão de margens e melhora na geração de caixa livre.

Dessa forma, o banco elevou o preço-alvo do ADR da companhia negociado em Nova York para US$ 82 até o fim de 2026.

Ao mesmo tempo, a administração da companhia afirmou esperar resultados mais fortes nos próximos trimestres, com meta de alcançar aproximadamente US$ 10 bilhões em vendas até 2028.

Além disso, a empresa segue bem posicionada em segmentos estratégicos como aviação regional, jatos executivos, defesa e serviços de pós-venda.

Queda abre oportunidade, diz Santander

Para o Santander, a recente desvalorização criou uma janela rara de entrada em uma tese de crescimento estrutural. O banco destacou principalmente o potencial da divisão militar, com expectativa de novos contratos relevantes envolvendo o cargueiro C-390 nos próximos anos.

Por outro lado, parte da pressão recente veio de margens mais fracas no trimestre, afetadas por contratos antigos, tarifas e mix menos favorável na divisão executiva.

Ainda assim, os analistas acreditam que esses impactos devem diminuir no segundo semestre, permitindo recuperação gradual da rentabilidade.

Agora, investidores acompanham a evolução das margens, novas encomendas militares e a capacidade da companhia de acelerar geração de caixa nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.