Pode valorizar

Eneva (ENEV3) despenca após alerta do TCU, mas banco vê oportunidade nas ações

Mercado teme revisão do leilão bilionário de térmicas, enquanto Bradesco BBI avalia que ruído tende a ser temporário.

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  • Eneva (ENEV3) caiu após relatório técnico do TCU sobre leilão térmico
  • Bradesco BBI vê baixa probabilidade de cancelamento dos contratos
  • Banco projeta potencial de valorização de cerca de 32% para as ações

As ações da Eneva (ENEV3) recuaram cerca de 3% após o mercado reagir ao relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou possíveis distorções no leilão de capacidade realizado em março.

O documento levantou preocupações sobre eventual revisão ou até cancelamento de parte dos contratos fechados no certame, que contratou cerca de 19 GW de potência e impulsionou fortemente os papéis da geradora no primeiro semestre. A companhia foi uma das maiores vencedoras do leilão, garantindo cerca de 5,3 GW em projetos térmicos.

TCU pressiona governo e aumenta temor do mercado

A área técnica do tribunal recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) adiar a assinatura dos contratos das térmicas para aprofundar análises sobre custo-benefício da operação.

Segundo o relatório, o modelo teria favorecido os vencedores do leilão e gerado impacto negativo aos consumidores.

Apesar disso, o processo ainda será analisado pelo ministro relator Jorge Oliveira antes de eventual votação no plenário do TCU.

Bradesco BBI vê baixa chance de cancelamento

Para o Bradesco BBI, o movimento gerou ruído relevante no curto prazo, mas a probabilidade de cancelamento do leilão segue baixa.

O banco avalia que uma eventual reversão criaria insegurança regulatória, elevaria o custo de capital do setor e exigiria novos leilões em um ambiente de custos mais altos para projetos térmicos.

Além disso, o banco destacou que parte relevante dos investimentos e contratos com fornecedores já começou a ser executada.

Banco vê potencial de valorização de 32%

Mesmo após a volatilidade recente, o BBI afirmou que a empresa continua negociando com uma das maiores taxas internas de retorno do setor elétrico.

O banco estima preço justo de R$ 32 por ação, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 32% frente às cotações atuais.

Segundo os analistas, eventuais novas quedas podem abrir oportunidade tática de entrada no papel.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.