Renda variável

Essa empresa disparou em pagamentos com IA e mantém dividendos de até 9%; É hora de apostar?

Small cap acelera crescimento, reforça geração de caixa e amplia aposta em inteligência artificial para pagamentos recorrentes.

Foto: Getty Images
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  • Bemobi (BMOB3) entregou alta de 33% na receita no 1T26
  • Vertical de pagamentos digitais disparou 77% no trimestre
  • Companhia projeta dividend yield próximo de 9% em 2026

A Bemobi (BMOB3) voltou a chamar atenção da Bolsa após entregar mais um trimestre de forte crescimento operacional, avanço em pagamentos digitais e perspectiva de dividend yield próximo de 9% em 2026.

A small cap registrou receita líquida de R$ 222 milhões no 1T26, alta de 32,9% na comparação anual. Enquanto isso, o Ebitda ajustado cresceu 32%, para R$ 74,7 milhões, com margem de 33,6%. Além disso, o lucro líquido ajustado avançou 21,1%, totalizando R$ 37,3 milhões.

Pagamentos digitais aceleram crescimento

O principal destaque veio da vertical de pagamentos digitais, que disparou 77% no trimestre.

Segundo a companhia, o avanço foi impulsionado pela expansão nos segmentos de telecom, utilities, educação e pela consolidação da Paytime.

Ao mesmo tempo, o volume financeiro transacionado (TPV) saltou 48%, chegando a R$ 3,5 bilhões.

A estratégia da empresa combina pagamentos digitais integrados com soluções SaaS voltadas para serviços recorrentes, incluindo energia, saúde, telecom e educação.

IA vira nova aposta da companhia

A empresa também intensificou os investimentos em infraestrutura de pagamentos baseada em inteligência artificial.

A nova estratégia envolve automação de pagamentos recorrentes, integração com chatbots, agentes autônomos de IA e soluções digitais para reduzir inadimplência e aumentar conversão.

Além disso, a companhia já começou a integrar Pix Automático e carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay em suas operações.

Dividendos seguem no radar do mercado

Mesmo após forte valorização recente das ações, a companhia segue negociando em múltiplos considerados baixos pelo mercado.

A política atual prevê distribuição mínima de 100% do lucro em proventos, repetindo os pagamentos realizados nos últimos anos.

Em 2025, a companhia distribuiu R$ 223 milhões aos acionistas, acima do lucro líquido do período.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.