Olho na tributação

Brava Energia (BRAV3) alerta governo e diz que Brasil pode perder bilhões com “surpresas” ao mercado

Companhia afirma que país está bem posicionado para receber capital estrangeiro, mas cobra estabilidade regulatória.

Foto: Divulgação
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  • Brava Energia (BRAV3) afirmou que Brasil está bem posicionado para atrair investimentos
  • Companhia alertou para riscos de “surpresas” regulatórias ao mercado
  • Setor vê estabilidade fiscal como essencial para novos aportes em energia

A Brava Energia (BRAV3) afirmou na última quarta-feira (20) que o Brasil vive um momento favorável para atrair investimentos globais em meio ao cenário geopolítico turbulento.

Ao mesmo tempo, a companhia alertou que o país precisa evitar medidas inesperadas que possam gerar insegurança para investidores de longo prazo, especialmente no setor de óleo e gás. A declaração foi feita pelo diretor financeiro Luiz Carvalho durante evento do setor energético.

Imposto de exportação vira sinal de alerta

Segundo o executivo, medidas como a criação do imposto de exportação sobre petróleo geram preocupação no mercado e podem afetar decisões bilionárias de investimento.

Além disso, o CFO destacou que projetos do setor exigem previsibilidade regulatória e fiscal devido ao horizonte longo de maturação.

Nesse contexto, a avaliação é que mudanças repentinas podem elevar o custo de capital e reduzir a competitividade do Brasil frente a outros produtores globais.

Brasil disputa capital com outros países

A companhia ressaltou que o atual ambiente internacional abriu espaço para o Brasil ganhar relevância como destino de investimentos em energia.

Enquanto isso, países como Guiana, Argentina e nações africanas também disputam recursos globais para expansão da produção de petróleo e gás.

Por isso, a manutenção de regras estáveis é vista pelo setor como fundamental para sustentar novos aportes nos próximos anos.

Mercado acompanha cenário regulatório

O debate sobre tributação no setor voltou ao radar após discussões recentes envolvendo medidas fiscais para compensar cortes tributários sobre combustíveis.

Além disso, empresas do setor seguem monitorando os impactos de possíveis mudanças regulatórias sobre novos projetos e leilões futuros.

A avaliação predominante entre agentes do mercado é que previsibilidade continuará sendo um fator decisivo para destravar investimentos bilionários no país.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.