
- Azzas (AZZA3) segue discutindo possível cisão entre Birman e Jatahy
- Conversas avançam mesmo após escalada da disputa judicial
- Mercado teme impactos sobre integração e governança da varejista
A possível separação entre os grupos de Alexandre Birman e Roberto Jatahy dentro da Azzas (AZZA3) continua avançando nos bastidores, mesmo após o aumento das disputas judiciais envolvendo os controladores da companhia.
Segundo informações de mercado, já existe um desenho inicial para uma eventual cisão societária, movimento que poderia encerrar o atual conflito entre os sócios e redefinir o futuro da varejista criada pela fusão entre Arezzo e Grupo Soma.
Azzas (AZZA3) vive momento decisivo
As discussões envolvem uma possível reorganização dos ativos da companhia, permitindo que cada grupo siga caminhos separados após meses de tensões internas.
Além disso, fontes apontam que o avanço do plano ainda dependeria do aval de Alexandre Birman, considerado peça-chave para viabilizar qualquer acordo definitivo entre as partes.
Ao mesmo tempo, o mercado teme que a escalada dos conflitos continue afetando integração operacional, captura de sinergias e recuperação das margens da empresa.
Mercado acompanha risco de governança
A crise entre os sócios ampliou as preocupações sobre governança corporativa na companhia justamente em um período considerado crítico para consolidação da fusão.
Enquanto isso, investidores seguem aguardando maior clareza sobre os impactos de uma eventual cisão sobre estrutura operacional, marcas e geração de valor da varejista.
Mesmo negociando com forte desconto na Bolsa, as ações continuam pressionadas pela baixa visibilidade sobre o futuro da companhia.