Maior rentabilidade?

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) apostam em alta da celulose, mas dólar vira ameaça ao setor

Empresas tentam recompor preços globais no segundo trimestre enquanto valorização do real segue pressionando resultados.

Celulose
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  • Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) projetam recuperação dos preços da celulose
  • Valorização do real segue pressionando resultados das exportadoras
  • Mercado monitora China, dólar e petróleo no segundo trimestre

A Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) entraram no radar do mercado após indicarem expectativa de recuperação dos preços globais da celulose no segundo trimestre de 2026.

Apesar do cenário mais favorável para reajustes no Ocidente, o setor continua pressionado pela valorização do real frente ao dólar, fator que reduziu a rentabilidade das exportadoras nos primeiros meses do ano.

Alta de preços anima mercado

A Suzano (SUZB3) confirmou reajustes de até US$ 50 por tonelada nos mercados da Europa e dos Estados Unidos, movimento impulsionado pela demanda mais forte por papéis sanitários.

Além disso, os fundamentos da fibra curta seguem mais apertados fora da Ásia, cenário que reforça a expectativa de recuperação gradual das margens no segundo trimestre.

Enquanto isso, analistas avaliam que o desempenho operacional das companhias continua resiliente, mesmo diante da pressão cambial sobre receitas e geração de caixa.

Dólar, China e petróleo seguem no radar

Por outro lado, o ambiente asiático ainda preocupa o mercado. Na China, os reajustes foram mais modestos por causa da maior oferta de fibras alternativas e da queda nos preços da fibra longa.

Ao mesmo tempo, o fortalecimento do real continua reduzindo a conversão das receitas em dólar para as exportadoras brasileiras, principal fator de pressão sobre os resultados recentes do setor.

Além disso, o avanço do petróleo também entrou no radar das companhias. A Suzano estima impacto potencial bilionário caso o Brent permaneça em níveis elevados nos próximos anos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.