Forte queda

Petróleo despenca quase 7% após avanço nas negociações entre EUA e Irã e abala petroleiras

Mercado reduz prêmio de risco no Oriente Médio após sinais de acordo envolvendo o Estreito de Ormuz.

Petróleo, petroleiras
Foto de Kokhanchikov
  • Petróleo Brent despencou quase 7% nesta segunda-feira
  • Mercado reagiu ao avanço das negociações entre EUA e Irã
  • Queda pressionou ações de petroleiras brasileiras

O petróleo internacional fechou em forte queda nesta segunda-feira após o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã para reduzir tensões no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

O movimento derrubou as cotações globais da commodity e pressionou ações de petroleiras na Bolsa, incluindo Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e outras produtoras brasileiras.

Mercado desmonta posições defensivas

O Brent encerrou o dia em queda de quase 7%, fechando próximo de US$ 93 por barril, enquanto o WTI também recuou forte no mercado eletrônico americano.

A correção ganhou força depois que Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã “estão avançando muito bem” e indicou possibilidade de um acordo mais amplo para encerrar o conflito.

Além disso, investidores passaram a reduzir parte do prêmio geopolítico embutido nos preços após sinais de avanço na reabertura do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.

Analistas ainda veem riscos no mercado

Apesar da forte queda, especialistas afirmam que o petróleo ainda carrega risco geopolítico relevante diante das incertezas envolvendo o Oriente Médio.

Analistas destacam que o mercado segue cauteloso porque negociações anteriores entre Washington e Teerã fracassaram e um acordo definitivo ainda pode levar tempo.

Enquanto isso, investidores continuam monitorando possíveis impactos sobre oferta global, estoques e produção da região, fatores que seguem sustentando elevada volatilidade no petróleo.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.