
- Raízen (RAIZ4) avançou nas negociações com bondholders
- Credores pressionam empresa por nova captação bilionária
- Shell segue comprometida com aporte de US$ 3,5 bilhões
A Raízen (RAIZ4) avançou nas negociações com bondholders para viabilizar seu plano de recuperação extrajudicial, mas ainda enfrenta pressão dos credores por uma nova captação bilionária de recursos.
A companhia tem até 9 de junho para protocolar o plano com apoio mínimo da maioria dos credores e evitar um agravamento da crise financeira.
Credores querem reforço de caixa
Apesar do avanço nas negociações, parte dos credores avalia que apenas a conversão de dívida em ações não será suficiente para garantir sustentabilidade financeira no longo prazo.
Além disso, credores chegaram a propor um financiamento de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, proposta que não avançou devido às condições exigidas.
O mercado acompanha a situação de perto porque a empresa ainda busca apoio dos bondholders, que concentram cerca de 40% da dívida total de R$ 65 bilhões.
Ometto perde espaço no comando
Uma das principais travas da negociação envolvia a permanência de Rubens Ometto na presidência do conselho.
Esse ponto, porém, já foi superado nas conversas com os credores.
Caso realize o aporte de US$ 500 milhões prometido anteriormente, o empresário poderá manter assento no board, mas sem permanecer na presidência do colegiado.
Shell segue como peça central
Enquanto isso, a Shell continua comprometida com um aporte estimado em US$ 3,5 bilhões, considerado essencial para a reestruturação.
A proposta também prevê a conversão de aproximadamente 45% da dívida em participação acionária, o que poderá deixar os credores com mais de 80% da companhia após a aprovação do plano.
Além disso, a empresa segue discutindo uma possível separação entre os negócios de açúcar e etanol e a divisão de distribuição de combustíveis.