
- Brent caiu mais de 4% e fechou perto de US$ 92
- Mercado aposta em avanço das negociações entre EUA e Irã
- Estreito de Ormuz segue no centro das tensões globais
O mercado de petróleo voltou a operar sob forte pressão nesta quarta-feira (27), após investidores ampliarem apostas em um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.
Com isso, os contratos internacionais ampliaram as perdas observadas desde o início da semana.
Brent cai para mínima desde abril
O contrato do Brent para agosto encerrou o dia em queda de 4,57%, cotado a US$ 92,25 por barril.
Além disso, durante a sessão, a commodity chegou a tocar US$ 91,75, menor nível desde abril.
Enquanto isso, o petróleo WTI recuou 5,55%, fechando a US$ 88,68.
Ormuz segue no centro das atenções
O principal fator por trás da queda continua sendo a expectativa de distensão no Oriente Médio.
O mercado passou a enxergar maior possibilidade de normalização no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.
Além disso, autoridades iranianas informaram que 25 embarcações atravessaram a região nas últimas 24 horas.
Volatilidade continua elevada
Apesar do movimento de queda, investidores seguem atentos ao risco geopolítico.
Nos últimos dias, EUA e Irã trocaram acusações e ações militares envolvendo embarcações e aeronaves na região.
Por isso, analistas avaliam que qualquer novo episódio pode reacender rapidamente os prêmios de risco do petróleo.
Inflação segue pressionando o Brasil
No Brasil, o alívio parcial vindo do petróleo encontrou resistência na inflação.
O IPCA-15 de maio acelerou para 4,64% em 12 meses, acima das expectativas do mercado e do teto da meta contínua do Banco Central.
O cenário mantém investidores atentos aos próximos passos da política monetária e da Selic.